sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que as mulheres querem?



Afinal, o que as mulheres querem? Pergunta que a maioria dos homens não consegue responder.  Na verdade acho que nem as próprias mulheres sabem exatamente o que elas querem.
A inconstância está presente em nosso DNA e não há nada que possamos fazer. Somos assim e ponto final. Temos hormônios demais circulando em nosso metabolismo, deve ser isso.
Uma crônica de Fernada Mello http://www.facebook.com/eneida.lamarca acho que conseguiu se aproximar ao máximo do que realmente as mulheres querem. Em meio a um monólogo incrível e extremamente sensível, ela diz que na verdade as mulheres querem alguém que  “só de olhar para ela, saiba que ela está de TPM” (isso seria o máximo).

terça-feira, 29 de março de 2011

O Encantador


A fragilidade da mulher, embora meio escondida na igualdade com o ‘profissionalismo masculino’, continua inalterada. Uma mulher trabalha, realiza, ganha, conquista, educa, faz e acontece, mas no fundo no fundo continua a mesma de todos os tempos.

Um encantador chega mas não pede licença. Invade sem permissão e se faz presente. Ele conquista, encanta quem escolher como próxima vítima. Não tem hora nem lugar, apenas decide.

Um encantador é inteligente, perspicaz e meio poeta. Sabe escrever exatamente o que precisa ser lido. Ele não apenas presenteia a mulher com flores, mas sabe qual flor ela gosta e as escolhe, uma a uma, em cada detalhe, nada lhe escapa. Na verdade, ele adora fazer surpresas. Nunca pede permissão para nada, apenas decide e faz. Afinal ele é o homem, o rei da floresta, o Leão.

"Mas para que o encantador faça tudo isso... precisa ter uma pessoa muito, muito muito especial que o inspire e crie nele o desejo de ser "o encantador"!"

domingo, 20 de março de 2011

Moi le papillon la crème de la crème




Qu’a donc le papillon ?


Qu’a donc le papillon ? Qu’a donc la sauterelle ?


La sauterelle a l’herbe et le papillon a l’air

Et tous deux ont avril qui rit dans le ciel clair.

Victor HUGO (1802-1885)
Extrait de Mon Premier Larousse des Poésies

terça-feira, 15 de março de 2011

Contradição?

Engraçado como as coisas são contraditórias. Eu, particularmente, amo o verão, mas achei delicioso sentir o friozinho entrar pela janela de manha.

Penso que as pessoas querem e buscam tanto a felicidade e a realização de metas pré estipuladas que se esquecem de serem felizes hoje. Ser feliz hoje com o que se tem. Com o verão que bronzeia e deixa a pele linda e também com o inverno que nos aconchega em seus casacos. Com filhos ou sem tê-los ainda ou talvez com os filhos dos outros, mas vivendo intensamente cada instante. Ser intenso é viver plenamente tudo o que a vida lhe oferece, do início ao fim, e não viver simultaneamente várias histórias.

A inspiração veio meio sem querer, ouvindo uma música antiga que diz “ que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz”

“A paz invadiu o meu coração
De repente me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez o mar da revolução
Invadir meu destino, a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão na paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz”, Gilberto Gil

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E agora?

O ano começou e é hora de fazer acontecer. É a hora de tirar os planos do papel e colocá-los em prática. E como fazer tudo isso? Parece agora tão complicado...

A resposta é PAIXÃO.

A paixão faz com que abracemos a causa, nos faz ter coragem, determinação, foco, impulso e força para atingir até o mais difícil obstáculo. Ela nos guia e nos impulsiona para saltos mais altos e os objetivos serão alcançados com certeza .
Paixão é seguir em frente sem olhar para trás, e ter o coração livre por não ter prejudicado ou feito mal a ninguém.
Paixão é viver plenamente cada segundo.

Ufa!!!


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia, se ama,
se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade,
recompensa, justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Adeus 2010! E já vai tarde

Foto: sinto sua falta

Finalmente este ano terrível está próximo ao fim.
Voltando um pouco no tempo, precisamente um ano atrás, meu pai ficou doente um pouco antes do Natal. Foi internado algumas vezes, fez cirurgia e só saiu do hospital após seu aniversário, em 21 de janeiro. Todos nós ficamos um pouco com ele, fazendo os revezamentos necessários. Meu irmão, por ser o único homem, foi quem mais se dedicou. Ele ficou com meu pai, inclusive, a noite de reveillon , sentado em uma poltrona desconfortável.

Eu estava de férias e passando um período bastante conturbado e indefinido no trabalho. Tirei férias para descansar e pensar em novos desafios para 2010. Mas com as idas e vindas do meu pai ao hospital, minha disponibilidade foi providencial para o momento de emergência na família.
Logo após sua a alta, meu irmão foi hospitalizado. Passou mal e, por um erro médico enfadonho, foi embora para o plano superior, em menos de uma semana. Quase um ano depois e ainda estamos tentando nos recuperar de uma perda tão grande. Meu irmão era uma excelente pessoa, uma das melhores que eu já conheci, com um senso de humor único. Sempre diziam que eu e ele éramos do mesmo planeta, o mais velho e a caçula, em uma família de quatro filhos. Com certeza ele deve ter sido chamado para uma super, mega, power missão junto ao nosso Criador.

Voltei ao trabalho, ainda meio sem rumo após os acontecimentos tristes recentes, e minha chefe, com ausência total de sensibilidade, me informa que minha área seria extinta. Graças à Deus não foi bem assim que as coisas terminaram. Exceto a irreparável perda do meu irmão, tudo ficou melhor após a terrível turbulência por qual passamos.

E, com muita fé, oração e dedicação, passei por tudo com muita humildade e perseverança. E mais uma vez presenciei, agora em minha própria pele, que Deus sempre ampara aqueles que nEle confiam, e sua justiça é implacável...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Lembranças da infância

Ilustração: Eneidinha, suas tranças,
seus pensamentos estelares e seus amigos
Eu sempre gostei muito de poesia na adolescencia. Lia Cecília Meireles e também rabiscava algumas coisas... lembro-me que eu tinha um caderninho com borboletas desenhadas, onde escrevia. Infelizmente ele sumiu nas bagunças da mudança quando saí da casa dos meus pais.

Há muito tempo queria lembrar de uma poesia que eu gostava muito e até sabia de cor. Lembrava alguns trechos, algumas palavras e mais nada. Porém, meu pai a encontrou em uma antiga agenda onde tinha anotado um trechinho dela:

"Encostei-me a ti,
sabendo que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem,
depus a minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso,
e dei-me ao teu destino, frágil,
Fiquei sem poder chorar quando caí."
Cecília Meireles

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Rafaela, meu amor!

Trecho de um livro não publicado, Capítulo 8, Eneida Lamarca

E, de repente, uma vontade maluca de ser mãe invadiu todo o meu ser. Fiquei surpresa pois nunca fui de brincar muito com bonecas quando era pequena, nem tampouco corria para segurar bebês no colo. Gostava muito de crianças, claro, mas nada além disso.

Não tardou muito e aconteceu. Eu estava grávida! (Oh! Céus...o que fazer?). A sensação de ter um bebezinho dentro do ventre, de senti-lo crescer, mexer e esperá-lo era indescritível. O corpo mudava a uma velocidade desafiadora e as roupas não serviam mais. A cintura fina deu lugar a uma barriguinha que era incentivada a mostrar-se. E aquele apetite usual por saladinhas foi automaticamente substituído por uma refeição completa.

A espera demorou nove meses e enfim ela chegou. Assim que trocamos o primeiro olhar, eu me apaixonei perdidamente. Ela era uma garotinha muito linda e risonha. Esperta como é até hoje, abocanhou meu seio e começou a mamar logo que teve oportunidade. E eu sentia um misto de estranhamento, dor, aprendizado, prazer em alimentá-la e realização. Tudo misturado.

Cada dia da nossa convivência era uma aventura para ambas. Eu simplesmente me transformei em alguém que se doa. Alguém que ama incondicionalmente, que transforma, que educa. Alguém que seria capaz de ter 100 filhos e amá-los com a mesma intensidade, sem esperar o algo de volta. Afinal, amor de mãe é aquele amor que mais se assemelha ao amor que Deus tem por nós.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Adorável momento novo

Ninguém era mais o mesmo e tudo estava mudado no mundo daquela menina. Sem seu gato Leo, ela se sentia a ‘Deus dará’. Uma garotinha sem eira nem beira e totalmente perdida. Nossa, que saudades sentia daquele gato escaldado! Seria capaz de largar tudo e fugir com ele para a Terra do Nunca.

Porém, algo em seu coração havia mudado. Estava livre e feliz com vontade de descobrir o mundo. Queria conhecer novos horizontes e lugares distantes. Pensava em visitar outros continentes e a terra de seus avós. Nada nem ninguém a poderia deter.

Mas e o amor? E aquela vontade que fazia seu corpo tremer quando estava apaixonada? Não sabia responder. Talvez aquele que seria o grande merecedor de seu amor ainda estava por vir. Sabia que o novo gato Leo a faria sonhar novamente no momento oportuno.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Férias boas são aquelas que se consegue esperar

Você já marcou suas férias para o próximo ano? Que tal ir para Paris, Madrid ou mergulhar em Fernando de Noronha?

Melhor do que isso só a segurança de que as férias chegarão e a certeza que tudo permanecerá igual ou melhor do que no ano anterior.

Afinal, as coisas podiam mudar a qualquer momento e o destino era incerto. O aprendizado, para saber esperar com perseverança e fé, foi necessário e dolorido para as pessoas ansiosas.

De repente, num piscar de olhos, tudo passou.... O que ficou foi o que se aprendeu. A virtude de saber esperar, um amortecedor da ansiedade que existia.

Mas e as férias? As férias já foram marcadas!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A verdadeira tampa da panela


"Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.Porque a pessoa certa faz tudo certinho!Chega na hora certa, fala as coisas certas,faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.Aí é a hora de procurar a pessoa errada.A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor...A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurarque é pra na hora que vocês se encontrarema entrega ser muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.Essa pessoa vai tirar seu sono.Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.Vai estar o tempo todo pensando em você.A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo, porque a vida não é certa.Nada aqui é certo!O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo...E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente..."
A pessoa errada, por Luis Fernando Veríssimo

domingo, 14 de novembro de 2010

Para Viver Um Grande Amor - Vinicius de Moraes

Como é lindo isso! Eu adoro esta poesia, aliás, eu adoro quase tudo do Vinicius...

"Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor."
Segue o poema inteiro:

"Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor"

Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", Vinicius de Moraes, José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay"

Foto: Cada bruxa em sua vassoura


Assim como este conhecido ditado espanhol, escrito por Cervantes, cresci ouvindo dezenas deles. Para toda situação existia um ditado perfeito, e claro, se pronunciado em espanhol tinha mais intensidade....
Enquanto a buela cozinhava, contava histórias para nós, em meio a rompantes de braveza e os famosos ditados espanhóis. Eles iam se encaixando perfeitamente no enredo, e nós íamos entrando naquele mundo imaginário de outro continente.
Não me recordo de todos, mas achei alguns para ilustrar o que contei acima:

  • A lo hecho, pecho - é preciso enfrentar as coisas com força e valentia
  • Gallo que no canta, algo tiene en la garganta - quando alguém abandona um debate ou uma conversa sem nenhuma justificativa é porque esconde algo
  • Boca cerrada y ojo abierto, no hizo jamás un desconcierto - "Boca fechada e olhos abertos" - é melhor observar antes de agir, para não se equivocar
  • Cada asno, con su tamaño - "Cada asno com seu igual" - cada pessoa deve se juntar com os de sua mesma catetoria
  • Como soy del campo, aquí me zampo - advertência aos que se metem onde não foram chamados
  • Con la medida que mides te han de medir - trate aos outros como você gostaria ser tratado
  • Con paciencia el cielo se gana - "Com paciência, o céu se ganha"
  • Desgraciado en el juego, afortunado en amores - "Sorte no jogo, azar no amor"
  • Donde las dan, las toman - "Onde as dão, as levam" - quem fala mal dos outros também é mal falado
  • Donde menos se piensa, salta la liebre - "De onde menos se espera, daí é que sai"
  • El mal cobrador hace mal pagador - "O mau cobrador faz o mau pagador"
  • El mejor escribano echa un borrón - qualquer pessoa pode cometer erros
  • Jurado de aldea quien quiera lo sea - adverte ao mal agradecido que existem alguns lugares em que se tem que tomar decisões
  • La gran victoria es la que sin sangre se toma - devemos conquistar nossas metas sem prejudicar aos outros
  • Lo mío, mío, y lo tuyo de ambos - crítica às pessoas avarentas que, além de não saber compartilhar, querem tomar o que pertence ao próximo
  • Poderosos caballero es don dinero - resalta a importância do dinheiro para poder realizar os objetivos
  • Por la boca muere el pez - "O peixe morre pela boca" - devemos ter cuidado com o que dizemos
  • Quién mal anda, mal acaba - "Quem mal anda, mal acaba" - advertência à desordem e aos maus hábitos
  • Quien más tiene, más quiere - "Quem mais tem, mais quer" - referência a insaciabilidade da cobiça
  • Quien mucho abarca, poco aprieta - "Quem muito abarca, pouco aperta" - é melhor fazer uma coisa por vez e bem feita, que muitas coisas ao mesmo tempo e mal feitas
  • Si quieres buena fama, no te dé el sol en la cama - "Se queres boa fama, não te ache o sol na cama" - se quer que os outros te respeitem, é preciso trabalhar e não ser preguiçoso
  • Las cañas de vuelven lanzas - as vezes algo que começa como uma brincadeira pode terminar em briga
  • Gallina sin dientes de los muertos hace vivientes - referência aos poderes curativos do caldo de galinha
  • Hijo fuiste, padre serás, cual hiciste, tal habrás - "Filho és, pai serás; assim como fizeres, tal haverás" - os filhos devem tratar seus pais bem, porque um dia eles também serão pais

Homenagem a buela America, com muita saudades.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Onde está a inspiração?


Ela não escrevia há muito tempo. A tela do computador olhava para ela como se pedisse algo, como alguém apaixonado anseia por um beijo, um abraço ou um afago. Estava vivendo um turbilhão de coisas simultaneamente e tentava focar em uma delas para conseguir uma linha criativa, uma inspiração para escrever. Estava feliz, mas onde estava a inspiração?

Chegou a conclusão que sua inspiração estava diretamente ligada ao seu emocional, ao seu olhar para a lua, ao amor. Mas o último mês foi pautado em realizações práticas, efetivas e racionais. Conquistas de objetivos claramente definidos e assuntos que poderiam facilmente ser inseridos em planilhas de Excel.

Mas e o amor? Como um coração que só consegue bater estando apaixonado saberá sobreviver a olhos brilhando pela razão? Ela não sabia explicar esse momento radical de mudança. Mudança sobre o amor, mudança de posicionamento, mudança de prioridade, mudança de vida...

domingo, 24 de outubro de 2010

A vida é feita de escolhas e elas transformam o futuro...

‘Escolhas transformam o futuro’. Este foi o mote que criamos para uma campanha de aniversário de 60 anos de uma empresa, cliente da Agência.
Há tempos tenho vontade de escrever sobre o tema. Todos os dias somos ‘bombardeados’ por opções e caminhos e temos que fazer escolhas que irão, de certa forma, mudar o futuro.

Muitas vezes fazemos escolhas erradas e as consequências são inevitáveis. Apenas uma simples atitude, uma palavra, um certo medo de se sentir vulnerável diante de um possível grande amor, uma atenção ao próximo, uma entrega... E aquele momento ou oportunidade perdida não voltará mais. O verdadeiro ‘momento mágico da venda’ como se diz em aulas de marketing e vendas si fue.

Mas por que tanto medo? Será falta de fé em algo bom que possa acontecer em nossas vidas? Será que uma palavra amiga e gentil a um pedinte poderá gerar um assalto ou uma agressão? Será que algumas horas dispensadas aos pais, que já não moram conosco, pode ser classificada como perda de tempo?

Sem medo de ser piegas, escrevo com todas as letras, que eu acredito nas escolhas baseadas no AMOR.
Amor em Deus que cuida de todos nós,
Fé em nós mesmos e no próximo,
Confiança e segurança na verdade de que o desamor é fruto colhido de quem o semeia,
Generosidade nada mais é do que dar um conselho amigo, uma ajuda, uma esperança, sem esperar um troco de volta.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Mulher de escorpião, comigo não! " Vinicius de Moraes


""Nunca houve Mulher como Gilda..." . Quem viu esse filme clássico com Rita Hayworth, sabe o que é uma Mulher de Escorpião. Não lembra? Veja "Instinto Selvagem" com Sharon Stone.
Mulher vaidosa e magnética em grande medida, resulta ser muito atraente para os homens; geralmente possui feições especialmente formosas. Ela é agradável, e sua graça não passa desapercebida. O fogo marcial sexual se manifesta nela, ou numa conquista avassaladora, ou na máxima e real entrega, que pode chegar ao sacrifício.
São empreendedoras, capazes de afrontar responsabilidades difíceis; a intensidade marciana pode fazer com que a ela cheguem indivíduos venusianos negativos e afeminados, que rechaçará com desagrado. Sumamente realista e nada sonhadora, aceita o seu companheiro com as debilidades e defeitos próprios, contanto, é claro, que este possa satisfazer suas necessidades sexuais.
Elegante e refinada, sem embargo dista do delicado estilo venusiano; pode parecer bem mais severa e sóbria, porém sem deixar de ser elegante, tanto no seu modo de se vestir, como na ordem da casa e dos filhos..

Misteriosas na escolha de seus companheiros, podem apontar a objetivos difíceis, ainda que um verdadeiro amante,"fácil" bata em suas portas.

Extremistas em demasia, capazes de qualquer coisa, com decisões radicais, só com o fim de chegar a possuir o objeto de seus impetuosos amores; odeia ou ama intensamente e com delírio. De acentuado sentido de independência para si próprios, podem chegar a sentir ciúmes, se provocadas.

A mulher de escorpião quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências, pois pressente os recursos ainda não manifestos da força conjunta. Daí, a tremenda capacidade do Escorpião revelar os segredos, traduzir as mensagens subliminares, "reagir com o estômago" a tudo o que ameace a estabilidade e a fixidez necessárias para o cumprimento de um propósito. A atenção fiel que Escorpião dá a seus parceiros é prova disso, como também é a extrema fidelidade – a pior coisa que se pode fazer a ele é a traição.

Dinâmica, administradora de crises, para as quais sempre encontra soluções, detesta perder o controle dos fatos, da realidade, pois confia demais em sua intuição animal. Dizem que escorpião é um signo relacionado ao sexo e à morte e o paralelo é que o sexo em seu ápice é como a pequena morte que marca uma etapa além da qual, todos se transformam. Daí a necessidade de intensidade, de experiências transformadoras, a coragem de enfrentar as perdas e a grande paixão pelas idéias, pessoas ou causas que abraçam, nas quais mergulham até o fim para conseguir sua realização
Esta é uma mulher perigosa. Sensual e provocante, gosta de roupas insinuantes, que valorizem seu corpo. Decotes, cavas, aberturas, saias justas, minissaias. Drapeados estratégicos que marcam os quadris, pregas que se abrem ao menor movimento, revelando pernas bem torneadas. Consciente de seu poder de sedução, conhece como ninguém essa arte.
Ama o vermelho-paixão, o roxo-profundo, o azul-intenso, o lilás-misterioso. Pode também se vestir totalmente de negro, fatal. Volúpia e desejo. Dois ingredientes importantes na hora de comprar sua roupa. As peças íntimas são escolhidas como pequenos artifícios eróticos. Seus perfumes são misteriosos e sedutores - desses que se espalham pelo ambiente e permanecem no ar mesmo depois da pessoa ter saído. Marcantes e inesquecíveis como as escorpianas gostam. A maquiagem ressalta os lábios e acentua o brilho dos olhos. Um olhar profundo, o mais penetrante do zodíaco. Nada muito largo, o importante é mostrar as formas, realçar esta mulher tão atraente."
Autora: Márcia Mattos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Opostos complementares

Foto: Parecidos (paixão por zebras)
O que pode ser mais gostoso do que ser diferente de alguém e identificar nessas diferenças objetos tão complementares ao mesmo tempo?
"O que é belo não é só belo.
O que é bom não é apenas bom.
O belo mistura-se ao que é feio.
A fruta amadurece depois apodrece doa-se, sementes, reciclando a vida.
Som e silêncio se harmonizam, transformam-se em música.
O antes e o depois se interpõem.
A frente e as costas do homem complementam-se simetricamente.
O que é belo não é só belo.
O que é bom não é apenas bom.
O todo tem dois tons, dois lados.
Dividir o que é uno é errado.
Exaltar só um lado do todo é uma tolice, engano crucial.
Quem pode esconder do olho o bem, e escolher e relevar a todos só o mal?
O sábio não é de forçar a barra, ele não divide o que é único.
Sabe que no um há sempre dois; que de dois nascerá o três.
E mais... Não adapta o mundo a si, tem ciência de que não é o seu autor.
Age e nada espera em troca.
Às coisas ele não se prende, nem as enlaça, por isso seu valor torna-se perene.
O que é belo não é só belo.
O que é bom não é apenas bom.
O todo tem dois tons, dois lados...."
Adaptação poética de idéia de Lao Tsé, de O Livro do Caminho

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

One more kiss, please....

Cena do filme 'A um passo da Eternidade' estrelado pela atriz britânica Deborah Kerr e o ator americano Burt Lancaster (um dos beijos mais famosos do cinema).

Há alguns dias uma música não sai do meu pensamento. Ela faz parte de um cd que eu ganhei e quase não ouvia. Resolvi analisá-la, pois nunca sabemos se um beijo será 'O último beijo' ou 'Um último beijo'.

'One more kiss, dear'? Afinal, qual é a diferença entre 'o último beijo' e 'um último beijo'?

'O último beijo' é aquele que guardamos no pensamento e recordamos com carinho e saudade. Está inserido no contexto da lembrança, do passado que não volta mais ou não se tem esperança de voltar a ter um presente. Mas 'um último beijo' é aquele que mata essa saudade. É aquele que sabe que é o último mas tem esperança de ser o penúltimo pelo menos. Ele quer sonhar e realizar. A vontade será sucumbida pela saudade. Ele quer deixar uma esperança de que haverá muitos mais no futuro. Há sentimento, amor, paixão, e uma certa pitada de imortalidade...

'One more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
It's goodbye
For our love is such pain
And such pleasure
And I'll treasure till I die
So for now, dear
Aurevoir, madame
But I'm how-d'ye, not farewell
For in time we may have a love's glory
Our love story to tell
Just as every autumn
Leaves fall from the tree
Tumble to the ground and dieSo in the springtime
Like sweet memories
They will return as will
I Like the sun, dearUpon high
We'll return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye
one more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
Is goodbye
For our love is such passion
And such pleasure
And I'll treasure till I die
Like the sun, dear
Upon high
We'll return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye'
Billie Holliday

'O amor nunca morre, apenas adormece nos braços da esperança' - autor desconhecido