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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Quem é esse GATO?


Foto: após uma refeição

Após vários questionamentos e indagações de amigos queridos que usualmente lêem o blog, decidi esclarecer de uma vez por todas, quem é o Gato Leo.

Você já pensou em algo perfeito que não existe? Pois bem, o Gato Leo é fruto da minha imaginação. Claro que me inspirei numa pessoa em especial e também em algumas características de pessoas que conheço, mas as histórias relatadas são imaginárias ou metáforas de alguma situação vivida.

Tem pessoas que me perguntam como vai o Gato Leo? Bom, ele vai muito bem e espero que continue me inspirando para eu escrever mais histórias de aventura sobre ele, suas missões secretas e sua menina que sempre o espera de braços abertos, sem cobranças, sem medos ou receios. Uma relação de amizade, carinho e amor, com segurança e admiração pela individualidade de cada um.

Acho que no fundo ele é um personagem que criei para um início de redação literária sobre personagens e histórias imaginárias.

Vamos lá:
Nome: Leonardo
Espécie: Um gato
Cabelos ou pêlos: Pretos
Olhos: cor de mel
Barba ou bigode: por fazer
Peso/altura: proporcional, na verdade um pouquinho acima do peso (ele come muito)
Comida predileta: peixe cru
Paixão: meninas floridas e doces
Publicado pela 1a. vez em 20/09/2009

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um picolé de saudade


Fazia algum tempo que ela não tinha inspiração. Tentava se distrair com novos brinquedos mas sua criatividade havia ido embora.

O gato Leo não conseguia entender o motivo do seu afastamento. Sentia falta de sua menina... Sempre a convidava para uma aventura ou outra mas a resposta era sempre a mesma.
Ela tinha decidido não vê-lo mais após o último encontro. Após perceber que estava completamente apaixonada. Longe dele era mais seguro, porém sua inspiração estava tão distante dela quanto ele. Naquela tarde decidiu não resistir mais e encontrá-lo de uma vez por todas.

Que mal haveria se tomassem um simples sorvete juntos? Um picolé com sabor de saudade? Então, os olhos brilharam mais uma vez , e o Gato Leo e sua menina novamente riram juntos...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Onde estão as algemas?

Ela acordou... abriu os olhos e viu que estava deitada em sua cama. Será que tinha sido um sonho toda aquela aventura com o gato? Fechou os olhos e suspirou...

Toda vez que se viam a aventura era mais gostosa. Sempre faziam coisas diferentes e curtiam cada segundo que ficavam juntos. Já tinham planejado novas experiências para os próximos encontros.

Ela não queria que seu gato Leo fosse atropelado... um simples pensamento como este trouxe a tona uma surpreendente revelação. Ela estava apaixonada por ele. Céus! Como podia gostar de um gato? Um gato de rua que não tinha dono? Ela começou a lembrar de cada risada que ele a fazia dar, de cada vez que a deixava brava e de todo o prazer que sua presença lhe proporcionava. E agora?

Não podia vê-lo de novo. Mais uma única vez e estaria perdida! Pensou em todas as coisas que tinham planejado viverem juntos e que ainda não tinham experimentado: viajar de novo para aquela praia, o esconderijo na multidão da noite, ir novamente onde os lobos uivavam, aprender a usar as algemas... Aliás, onde estão as algemas?

domingo, 2 de novembro de 2008

Olhos do Gato

O Gato Leo olhava atento para todos os lados.... ele tinha inventado levá-la em sua missão e agora ela estava presa nas mãos de lobos selvagens.
A resgataria de um jeito ou de outro – pensou por um momento, correndo perigo ou não. Não suportava a idéia de sua menina nas mãos de outro, vulnerável. Preferia imaginá-la sem defesas apenas com ele por perto. Ela tinha lhe pedido que a ensinasse a usar as algemas mas não tinham tido tempo para isso. Ele saiu tão apressado para ir ao seu encontro que nem lembrou de pegá-las.
O lugar era escuro, com várias goteiras, devido a vazamentos em canos no teto. Ela estava quase nua, suas roupas estavam rasgadas. Cordas prendiam suas mãos no alto e a água escorria pelo seu corpo. Sentia medo, muito medo.
Sentiu algo tocar seus pés, abriu os olhos, era o Gato que lambia seus dedos. Sorriu por um momento pois sabia que agora estava salva. Por mais que sentisse dor, sabia que ele cuidaria dela. Ele desatou os nós e pediu para ela ficar em silêncio. Ele era ágil e leve em seus movimentos. Nada escapava aos seus olhos de felino. Ela o seguia calada, e tentava rezar em pensamento para que conseguissem sair dali, sãos e salvos.
Um caminhão do exército brasileiro se aproximava. Eles estavam escondidos esperando o momento do confronto para fugirem no meio da mata. De repente ouviram uma grande explosão. Saíram correndo na direção contrária, até chegarem a um lugar secreto, no meio da floresta.

domingo, 26 de outubro de 2008

O gato subiu no telhado?

O que era aquele monte de lata? Ficou furioso ao ver que não era mais o centro das atenções de sua menina florida.

Nem ele próprio imaginou que pudesse sentir tanto ciúmes dela. Estava uma fera! Afinal, o que era aquilo? Não conseguia explicar e nem se importava com isso.

Chegou decidido a levá-la embora com ele. Seria uma aventura nova pra ela, da qual ela jamais esqueceria. Sabia que ela ia gostar muito, mas tinha que ser cuidadoso, não queria machucá-la de jeito nenhum.

Finalmente teriam um pouco de tempo para ficarem juntos...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O vento no tempo



Ela andava pelas ruas da vizinhança, tranqüila, sem pensar em nada. Um leve sorriso parecia se esconder no canto de sua boca. Sim, estava feliz! Pensou por um momento enquanto caminhava.

Tudo estava diferente desde que o gato Leo havia partido da última vez. Como sempre estar com ele tinha sido maravilhoso, e ainda lembrava dele com saudade. Mas agora sua vida estava mudada, tinha tomado outro rumo. Parecia crescida, não se sentia mais uma menina. De fato já era uma mocinha, com todas as transformações peculiares em seu corpo. Achava que não mais se reconheceriam, caso se vissem novamente. O caderno que ele tinha lhe deixado, com as revelações de sua vida secreta, ainda estava guardado na gaveta. Ela não tinha tido coragem de iniciar a leitura.

No último aniversário ganhou uma bicicleta de seu pai. Já tinha aprendido a andar e até a fazer manobras arriscadas. Era muito bom sentir o vento levantar seus cabelos loiros... era uma liberdade nunca antes vivenciada.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Assim como os brutos, os gatos também amam...


Ele não tinha muito tempo..... estava fugindo, estava trabalhando. Mas precisava vê-la, nem que fosse por poucas horas, nem que fosse apenas para voltar a sonhar com seu sorriso.

Ele mandou um recado para ela o encontrar. A menina estava lendo um livro, rodeada de flores coloridas, no jardim da casa de sua avó. De repente, se levantou, deixou o livro cair em cima da grama fofa, e saiu correndo para encontrar o seu gato. Sentia que ele estava perto e também queria muito vê-lo.

Os olhos brilharam, ela abriu um grande sorriso quando o avistou. Ele estava mais lindo do que nunca. Correu ao seu encontro, enquanto ele ficou esperando, até que ela chegasse mais perto. O gato Leo a levou para um lugar onde não correriam perigo. Era uma espécie de garagem, um lugar escuro e estranho, onde lobos uivavam do lado de fora.

Ela o segurou em seus braços e fez carinho em seu pescoço.... só ela sabia como fazer aquilo, pensou ele. O gato fechou os olhos e sorriu, queria que o tempo parasse naquele momento, de tanta felicidade de estar ao lado de sua menina.

Desta vez não sabia se conseguiria voltar. Entregou a ela seu pequeno livro, com os relatos de suas missões. Na verdade queria contar a ela sua verdadeira identidade e ficar com ela, pra sempre, sem disfarces.








sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O sonho...


A menina estava sentada no chão rodeada de bonecas e brinquedos. Pensou por um momento: Como tinha brinquedos! Mas nenhum daqueles brinquedos que possuía, e que podia brincar à vontade, a hora que quisesse, a fazia tão feliz, quanto brincar com ele. Sentia falta do seu gato.... o seu Gato Leo.

Ele tinha ido embora há algumas semanas e desde então, não tinha notícias. Onde será que ele estava? Quase todas as noites sonhava com ele. Era uma maneira inconsciente de estarem perto um do outro.

Na noite passada, tinha sonhado que estavam novamente naquele lugar mágico, onde se viram pela primeira vez, quando ela o capturou. Estava sozinho e perdido, em meio a outros gatos de rua. Quando ele a viu, ficou absorto com o brilho que ela irradiava e tropeçou em suas próprias patas..... Um “pateta”! Pensou ela. Logo depois sorriu.

Ele também sonhava com ela. Na verdade estava há duas noites em claro, envolvido numa missão. Seus raros momentos de beleza e paz eram aqueles em que sua menina estava presente. Tinha em seus braços, o seu livro de memórias, que entregaria a ela, de um jeito ou de outro, mesmo se não conseguisse mais voltar...

sábado, 13 de setembro de 2008

Chega de saudades


foto:gato na janela

Ela olhou pra ele e o agarrou... Era louca por aquele gato! Mal o deixava respirar, de tantos abraços e beijos saudosos. Nunca sabia quando o veria de novo e o suspense, de que cada dia poderia ser diferente, a deixava ainda mais iluminada.

Não precisavam falar o mesmo idioma, conversavam pelo olhar. Ele contou pra ela como tinha sido a pescaria e dos lugares fantásticos que conheceu. Claro que ela não sabia nada sobre sua vida secreta, de investigação de criminosos. As marcas da vida em suas lembranças, ela não conseguia ver. Via apenas um gato, o seu gato Leo.

Depois de brincarem bastante sentiram muita fome. Saíram então em busca de algo bem gostoso para comer. Não tinham o mesmo gosto, não freqüentavam os mesmos lugares e nem apreciavam a mesma comida. O apetite só era igual quando se tratava de peixe cru. Ambos apreciavam sushis e sashimis de montão.

Outro adeus se aproximava e mais uma expectativa de um novo reencontro estaria por vir. Afinal, tem coisa melhor do que isso para se viver?

domingo, 7 de setembro de 2008

O retorno do Gato




Ele voltou... ele voltou! A menina mal conseguia disfarçar o sorriso em seu rosto. O Gato Leo tinha partido sem olhar pra trás, e como sempre, tinha deixado saudade. Contaram pra ela que o tinham visto pela redondeza e bastou esta informação para fazê-la sonhar novamente.

Ela nem imaginava tudo o que ele tinha passado naquele período que ficou ausente. Tinha estado em campana durante quinze dias, numa investigação no meio da mata atlântica, próximo ao Rio de Janeiro. Eram bandidos perigosos , uma rede poderosa envolvida em tráfico de animais, com possível ligação a políticos inescrupulosos.

Mas agora estava de volta e só queria saber de encontrar sua menina e ver aquele sorriso novamente. Gatos não se prendem, é verdade, porém ela o havia enfeitiçado . Ele sentia uma vontade louca de estar junto a ela e receber seu abraço e seu carinho de novo.

Desta vez ele foi procurá-la em sua casa. Já era tarde e as luzes estavam todas apagadas, exceto um pequeno abajur, de lâmpada fraca. Num golpe rápido e habilidoso, subiu num muro lateral e agarrou-se as grades de uma sacada, no primeiro andar. Depois disso foi fácil. Continuou a subir, andar por andar, até chegar até ela.

A menina dormia com as janelas abertas, devido ao calor que fazia naquela noite. O Gato Leo olhou para ela e, apesar da vontade de pular sobre ela, ficou por um tempo a vendo dormir. Como era linda aquela sua menina! Pensou por alguns instantes. Decidiu então não despertá-la de imediato. Preferiu se aproximar devagar, e lentamente ir se aconchegando a ela. Ficaria ali, até que ela o notasse.

sábado, 23 de agosto de 2008

A despedida


Foto:Pouso da Cajaiba

Ele amava pescar.... Mais do que devorar o peixe depois, ele gostava de todo o ritual da pescaria. Escolher cuidadosamente o lugar, ficar por horas observando o movimento de sua presa e muito tempo depois dar o bote, um golpe único e mortal. Depois disso, já com a presa imóvel, começava a degustação. Aos poucos, sem pressa, lambia toda a extremidade e depois, mordiscava pouco a pouco, parte por parte, do peixe.

Com brilho nos olhos o Gato Leo contou pra menina sobre um novo lugar. Seria o próximo destino da sua vida sem rumo. Ele contava tudo pra ela, se sentia livre ao seu lado, mesmo estando preso. Era de fato um lugar maravilhoso, repleto de peixes e cheio de gatos como ele.

Assim o Gato Leo se despediu da menina e partiu para mais uma aventura. Ela sabia que ele voltaria, ele sempre voltava para os seus braços e abraços.

Porém naquele dia, em especial, ele não queria que ela o tivesse mandado embora. Tinha sentido tanta saudade quando estavam separados que não queria se afastar. Mas ela sabia que ele deveria ir, não pertencia a ela e sim ao mundo.


domingo, 17 de agosto de 2008

A menina e o gato Leo


Foto: A menina e o Gato Leo

Era uma noite fria de inverno. Tão fria que os vidros das janelas da vizinhança ficaram esbranquiçados.

Mesmo assim, a menina andava por aquelas bandas, estava decidida a encontrá-lo. Haviam combinado o local exato onde a estrela brilharia de novo. A rua estava deserta e tudo estava muito escuro. Mesmo com medo, a menina decidiu terminar seu percurso.

Algumas senhoras apoiaram-se na janela e ficavam se perguntado o que uma menina fazia na rua naquela hora da noite.

Depois de sua longa jornada a menina parou em frente ao único poste de luz que havia encontrado. Porém ele estava quebrado. Lembrou da última vez que estavam juntos, ela e seu gato Leo, naquele mesmo poste, naquela mesma rua... Queria tanto vê-lo de novo, dar um abraço bem apertado nele, até quase sufocá-lo!

Ele andava calmamente. A luz da lua abria passagem para seus olhos de gato percorrerem cada esquina, tentando avistar o local marcado. Queria encontrá-la mais que tudo. Ainda lembrava de cada detalhe do seu rosto e também de tudo o que ela lhe contara.

De repente a estrela brilhou, ambos olharam para o céu e em seguida se abraçaram bem apertado. Nada os separaria naquela noite, nem mesmo o medo do escuro.

Foto: Gato Leo
Mais um dia desses
eu vou fugir de casa
e não volto, e não volto
Vou bater as asas, só vou levar comigo,o retrato do meu gato
Companheiro dessa minha melancolia, oh...

E você me pede prá ter paciência e juízo, e juízo
Mas o que eu gosto é de andar na beira do abismo, abismo
Arriscando minha vida por um pouco de emoção

Eu e meu gato, ele na cama, eu no telhado,
Ele sem as botas e eu sem grana
Eu e meu gato, ele na cama, eu no telhado,
Ele sem as botas e eu sem grana

Companheiro dessa minha melancolia, oh...

Eu e meu gato, ele na cama, eu no telhado,

Ele sem as botas e eu sem grana
Eu e meu gato, ele na cama, eu no telhado,
Ele sem as botas e eu sem grana

Eu e Meu Gato - Rita Lee

sábado, 26 de julho de 2008

É melhor morrer de amor, do que viver em paz...



Trecho de um livro ainda não publicado

"E o telefone tocou….Ela não o ouviu tocar! Imperdoável - pensou naquele momento. Mas para sua surpresa, ele não havia se contentado apenas com um telefonema sem resposta, insistiu e mandou também uma nova mensagem.

Por alguns momentos sua mente voou pra longe dali. Não escutava uma só palavra que suas amigas falavam, pareciam falar japonês ou qualquer outro idioma oriental. Fazia algum tempo que nada lhe interessava. Seu coração era de outro, na verdade, sempre foi.

Mas ele conseguiu! Em princípio porque, fisicamente, lembrava muito aquele por quem ela suspirava. Depois, se mostrou gentil, atencioso, impetuoso e também a deixou envaidecida pela forma como a abordou. Imediatamente veio em sua mente a última imagem que tinha dele, quando se despediram. Ela já estava indo embora, quando olhou pra trás e o viu parado, em pé, olhando pra ela fixamente sem se mover, esperando até que ela sumisse na sombra daquela noite.

Pela segunda vez suas amigas a chamaram. Voltou imediatamente para a realidade. Olhou o telefone, sorriu, mas achou melhor não fazer nada naquele momento."

Achei interessante a letra da música quando a ouvi pela primeira vez:
“...É melhor morrer de amor, do que viver em paz
É mais fácil amar de novo, do que olhar para trás
Do que olhar pra trás...

Nós dois somos pólos opostos, como extremidades
Eu caí nas suas juras de amor, nas suas meias verdades
Eu só quis te fazer o bem, e você me fez refém
Eu quis para você o melhor, você me quis só cinza e pó
Se eu pudesse te odiar, fazer você voltar ...

É melhor morrer de amor, do que viver em paz
É mais fácil amar de novo, do que olhar para trás...”

domingo, 13 de julho de 2008

Paraty, para mim, para nós...


Foto: Trindade
Texto de um livro ainda não publicado

Assim como no filme Thelma and Louise, as duas saíram sem rumo para um final de semana em Paraty.
Anna tinha acabado de comprar um Jeep e queria testá-lo na serra de Cunha. Trecho totalmente acidentado e com muitos declives de Paraty à Cunha. Elaborou o roteiro então, com uma mescla de sol, mar e muita aventura. O destino inicial da viagem foi Paraty. Ah! Paraty... que clima gostoso e que astral diferenciado há entre as pessoas de lá. Evidentemente convidou sua melhor amiga para o passeio, que o aceitou de imediato.
Mal podia imaginar que o fato de aceitar aquele convite, algo mágico, inexplicável e inesquecível aconteceria em sua vida.
No dia seguinte, acordou com uma mensagem em seu celular. Entendeu como uma gentil e delicada forma de expressão . Pensou brevemente sobre isso quando Anna a apressou para partirem para a trilha até Cunha.